Minha aventura congelada: Oslo

Minha aventura congelada: Oslo

Dessa vez eu virei nômade, ficava mudando o tempo todo de lugar. No primeiro momento, eu morei uma semana em Lillestrøm, uma cidade que fica a 30 min de trem da capital, mas depois eu me mudei para uma casa maravilhosa na cidade de Asker, que fica mais ou menos 1 hora de Oslo.

Como em 2014, quando eu fui pela primeira vez, eu tinha ido para quase todos os museus da capital norueguesa, essa vez eu quis simplesmente visitar bairros e outras partes da cidade nas quais eu ainda não tinha ido.

Grønland

Conhecida como “bairro dos imigrantes”, Grønland é um lugar especial (um dos meus favoritos), onde você salta do metrô e escuta umas cinco línguas diferentes, onde o cheiro de curry predomina, onde tem um restaurante que serve kebab em cada esquina, além de muitas lojas com roupas indianas e esculturas esquisitas. É lá onde me disseram que os noruegueses têm acesso às drogas e que é perigoso — eu fui duas vezes, uma com um amigo meu, e a outra sozinha, e achei super tranquilo de andar.

Grünneløkka

Também fui a Grünneløkka, que para mim foi uma decepção no geral. Tinha lido na internet, que por ser um bairro hipster, eles tinham uma grande rua de comércio, com várias barraquinhas e lojas super diferentes. Pelo menos, no dia que eu fui, eu não vi nada disso — talvez o movimento só aconteça no verão ou em dias específicos, não sei. Eu só encontrei duas lojas maneirinhas, mas que por serem muito caras para o meu bolso, acabei saindo de mãos vazias.

Por estar morrendo de fome, eu resolvi comer em um restaurante mexicano chamado “Tijuana Kjøkken & Tiki Bar” — ainda que a comida fosse boa, o prato era para lá de caro e bizarramente pequeno — eu lembro que quase desisti de ficar lá devido a demora de atendimento porque o dono do bar estava falando com uma moça que trabalhava lá sobre o wifi e a playlist que estava tocando.

O ponto alto desse bairro para mim, foi a minha visita ao Popsenteret, um museu que conta a história da música da Noruega, separando por gêneros músicais e décadas!

Løren

Nos meus últimos dias em Oslo, eu já não sabia mais aonde ir ou o que fazer, assim, resolvi procurar outros pontos turísticos para eu visitar e acabei me deparando com o parque do Peer Gynt.

Peer Gynt se refere a uma peça teatral escrita pelo Henrik Ibsen e musicada pelo Edvard Grieg.

Nesse parque, localizado no bairro de Løren — no meio do nada de Oslo — há diversas esculturas baseadas nos personagens da peça, feitas por artistas de vários cantos do mundo. Esse parque foi estabelecido em 2006 e as esculturas apresentadas são resultado de uma competição internacional de escultura.

Poucos conhecem esse lugar, quando eu fui ao tourist information perguntar como chegar, as moças que me atenderam não souberam me explicar direito, tiveram que pesquisar antes e não tinham certeza aonde ficava. Toda vez que eu comentava sobre o parque com meus amigos, eles me respondiam com uma grande interrogação estampada na testa “você quer dizer o Vigelandsparken?” e eu “não não, Peer Gynt-parken”.

Me perdi para chegar, é um lugar um tanto quanto confuso e sem informação direito disponível. Quando eu estava quase desistindo de ir para o parque, eu achei a rua certa — Peter Møllers veien — andei até o final, e o resultado vocês podem ver nas fotos acima!

Bjørvika

Eu estava com tudo planejado na mente, até que meu amigo sugeriu de irmos até a casa de opera, e como eu nunca tinha ido, eu topei. Foi lá que eu levei o meu primeiro tombo com aquele gelinho que fica no chão, durante o inverno.

A casa de opera em si é uma construção bem moderna e interessante, mas dentro não tem nada para ver, a não ser que a tenha comprado um ingresso para assistir um espetáculo. O legal de ir até lá é subir no telhado e pegar um solzinho. Felizmente, eu e meu amigo pegamos um dia ensolarado e lindíssimo, então super valeu a pena ir. O sol pode não dar tanto as caras no inverno norueguês, mas quando dá, é lindo demais!

Frogner

Eu não tinha ido no Vigelandspark no verão porque eu estava com medinho de explorar a cidade e ir para lugares que eu não sabia direito o caminho. Agora eu estou confiante o suficiente para dizer que conheço mais Oslo do que conheço minha própria cidade.

Sinceramente, eu não esperava muita coisa desse parque, mas ele é tão grande e tão suntuoso que não tem como negar a beleza, ainda mais quando o sol está prestes a se pôr. As esculturas são maneiras, mas o que eu mais gostei do parque mesmo foram as árvores, o espaço, a serenidade — mesmo com tantos turistas perambulando por lá.

Foi um grande desafio andar no parque por conta do gelo, eu derrapava o tempo inteiro enquanto meu amigo ficava brincando de deslizar, jogando na minha cara a sua habilidade com superfícies escorregadias. Teve um momento em que ele se ofereceu para segurar minha câmera, porque eu estava morrendo de medo de cair e quebrá-la.

Mesmo com a friaca, vale a pena visitar o parque. O sol quase se pondo e as árvores brilhando em um tom dourado com a luz que ainda restava era a coisa mais linda de se ver! Eu só pensava que queria poder morar lá para ter um parque desses para me exercitar. Super recomendo a visita!



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